domingo, 14 de junho de 2009

pasión visual masculina


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

año viejo

no este, el otro... 2007

Ano velho: inspirei-me lendo um blog que há tempos não eu lia, e resolvi escrever sobre o ano que passou. Não sei porque, mas concentrar as lembranças em um pequeno post pode ser saudável nos tempos atuais.

Bom, em 2007 eu.... Programei meu orçamento pra investir em viagens; tomei coragem e montei um grupo de estudos de design, tímido, mas muito relevante pra mim; reli “O Pequeno Príncipe”; fui em quatro eventos de design fora da universidade; apresentei dois trabalhos e subverti meus minutos de atenção montando um balaio improvisado sobre ética e a responsabilidade do design num evento regional; conversei com desconhecidos, saí com desconhecidos, dei boa noite e tomei café no dia seguinte; andei sozinha em lugares que eu nunca tinha ido; fui da rodoviária até o meu apartamento à pé; aprendi alguns nomes de ruas; levei alguns sustos; odiei com mais força que nunca qualquer pregador religioso; atrasei um avião; voltei a usar cartão de crédito; aprendi a fazer encadernação; desisti de comprar um celular; comi mais Doces de Pelotas; ganhei um celular de aniversário; comecei a comprar alimentos orgânicos; li mais livros do que o comum, mas muito menos do que pretendia; assisti poucos filmes; quase nem fui ao cinema; chorei na frente dos outros por problemas de terceiros; falei coisas que jamais pensei que diria; ouvi coisas que eu jamais pensei que ouviria; passei o natal sozinha e foi bom; não fiz academia nem qualquer tipo de aliança me comprometendo a fazer exercícios; emagreci oito quilos lendo; escrevi mais páginas do que pretendia; resolvi que poderia desenhar às vezes; falei mais o que pensava; comi comida chinesa; omiti o que não achei necessário compartilhar; chorei na formatura da Anita; fui no dentista com a carteirinha do plano da minha irmã; não sou mais legalmente dependente do plano de saúde familiar; joguei sinuca com um carioca; não encontrei a expansão "Posterity 7.0”, nem “Microchip de pracer” no freeshop; fiz a dança do siri na frente da Casa Rosada; vi uma amiga casar; andei de metrô, de trem, de táxi, de ônibus e de avião no mesmo dia; fui olhar o mar de madrugada; deixei meu cabelo crescer; aprendi a gostar de mim e permiti que gostassem de mim; comprei mais livros do que consegui ler; não comprei nem baixei músicas, mas escutei e conheci muitas músicas ótimas em rádios on-line; criei um blog novo sem compromisso e mais fácil de atualizar. Muitas despedidas e encontros. Uma bela história.

sábado, 12 de julho de 2008

perrito calientito

quinta-feira, 10 de julho de 2008

relog análogico

Soy una maquina de perder tiempo por boludeces...

terça-feira, 10 de junho de 2008

emonkey


segunda-feira, 2 de junho de 2008

genial

i - Uma das propagandas mais incríveis sobre tabagismo, criada pela Arnold Worldwide, com o desafio de sair do discurso "diga não!", o que consegui fazer com um humor cáustico e portanto premiável. YouTube

ii - Angela - Tom Jobim: Ângela, por que tão triste assim? Agora... e tudo quanto existe chora, teu rosto na janela daquele avião, lá embaixo a terra é um mapa que agora uma nuvem tapa. Não tentes evitar a dor, misteriosamente está tão diferente. Ângela, a face singular de Ângela enquanto nos surpreende o amor. Oh Ângela, súbito eu vejo em minha frente Ângela, misteriosamente Ângela, enquanto nos surpreende o amor, oh Ângela.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

declaración de diseño de kioto

“...melhorar nossa qualidade de vida e criar otimismo
com relação ao futuro e felicidade individual e partilhada”
Christian Guellerin, presidente da Cumulus

Não sei se estou completamente alienada ou se realmente, tal qual no tempo da coroa, as notícias boas não correm tanto quanto as ruins, mas enfim, o Brasil tem apenas um representante "Kyoto Design Declaration", assinada no dia 28 de Março. Como já é de se esperar, o documento é um acordo entre instituições educativas de 41 países, reunidas pela Associação Cumulus, em prol da sustentabilidade e de um projeto mais centrado em valores universais, no ser humano, digamos assim... mais ético?

Bacana. Mas será que não é só terninho, foto, certificado e sair por aí, sempre, com o carro do ano, o mais sustentável possível, sem adesivos que incitem o consumismo, e, é claro, jogar a cinza do cigarro no lixo orgânico. Ok, a proposta é interessante, diz coisas que eu gostaria de ouvir, entretanto ainda é difícil acreditar que todos estejam realmente comprometidos com ela, afinal de contas não é a primeira vez que esse tipo de assunto vem à tona.

Em 1964 foi assinado o manifesto First things first; cinco anos passaram e o
ICSID propôs o Design, Society and the Future, e logo depois, em 1973, o Design for Need. Em 1971, Vitor Papaneck publicou o livro Design For the Real Word, e, bom, aí a minha ignorância permite um salto aos anos noventa, com o trabalho do Manzine e de outros interessados, mais voltados ao design, ou redesign de produtos e serviços... com resultados muitas vezes polêmicos/contraditórios.

Dale! Gerações e gerações de designers formados, profissionais reproduzindo-se como coelhos, ou, por que não, ratos!, enfim, espero que os roedores não se ofendam, e em 2000 o First things first foi reeditado caridosamente para ouvidos moucos e analfabetos funcionais (boo). Esse século trouxe uma certa movimentação ao assunto, de novo, como na revolução industrial, o design "agregou valor", agora com a sustentabilidade e enquanto discurso coorporativo. Sim, existe prática, existem resultados até impressionantes, mudanças de postura em relação às perspectivas de desenvolvimento.


A coalizão recente entre AIGA, Cumulus e IDSA, batizada como The Designers Accord com certeza é um dos motivadores da declaração em Kioto, foruns de discussão e eventos diversos que ainda estão por ser criados nesse sentido. O que me lembra um fato memorável da menina que não ganhou o kit promocional do último Ndesign, em Floripa. Parece pouco, mas isso desencadeou uma discussão sobre valores reais e ter, ser, aprender, dividir experiências e encarar o evento como algo mais que um investimento financeiro em uma bolsa, uma caneca e uma camiseta... Ou seja, outra entrada para o blog. Por hoje é só. Talvez esteja por aí o meu mestrado...